■ Histórico
Em maio de 1983, precisamente no dia 28 de maio, no Acre, um grupo de pessoas envolvidas com a causa dos seringueiros fundavam o Centro dos Trabalhadores da Amazônia, uma instituição não governamental que agregou educadores, antropólogos, indigenistas, militantes sociais e sindicalistas rurais, preocupados com a destruição iminente da floresta propiciada pelo modelo de exploração e desenvolvimento oficial da época. Entre os fundadores que estavam neste dia, uma liderança sindical de Xapuri encampava essa luta com outros companheiros vindos do movimento seringueiro, era Chico Mendes, que alguns anos depois seria assassinado por defender a vida na floresta.
Assim, o Centro de Trabalhadores da Amazônia, mais conhecido pela sigla CTA, nasceu como uma demanda do movimento social dos seringueiros para colaborar no enfrentamento daqueles que queriam tornar o Estado um latifúndio sem perceber que a floresta é a nossa verdadeira riqueza.
Iniciamos a nossa caminhada com o objetivo de assessorar o movimento seringueiro. Este movimento social de base tinha nos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (STR-Xapuri) e Brasiléia as suas principais células de resistência. A organização dos Sindicatos Rurais começou nos anos 70 com a colaboração da Contag (Confederação dos Trabalhadores da Agricultura) e dos Centros Eclesiais de Base. A pressão de fazendeiros era grande e o CTA tinha como foco contribuir na mudança deste contexto, e para isso, na década de 1980, foi estruturado o Programa Educação na Floresta, com atividades desenvolvidas através do Projeto Seringueiro . A idéia central era o desenvolvimento de uma proposta pedagógica adaptada a lógica e linguagem das populações extrativistas. A partir daí com o envolvimento direto do movimento social da época e das comunidades fora possível, sem a presença do estado, a implementação da primeira escola formal e o primeiro posto de saúde nas florestas do Estado do Acre. Saiba mais.