INÍCIO

 

 

CADEIA PRODUTIVA FLORESTAL

 

Em 1990, O CTA iniciou o programa de desenvolvimento econômico comunitário voltado às áreas extrativistas. As primeiras ações estiveram voltadas à assessoria técnica para implantação de empreendimentos de piscicultura e sistemas agro florestais – SAF’s.

 

Essa política interna do CTA perdurou até o ano de 1995 quando em discussão interna a instituição decidiu pelo desenvolvimento de uma nova linha de ação o programa de Manejo Florestal Comunitário de Uso Múltiplo.

 

Em 1996 o CTA se focaliza no apoio a comunidade extrativista de Porto Dias, na implementação de uma experiência pioneira de uso dos recursos florestais, através do Manejo Florestal de Uso Múltiplo. Inicialmente consistiu de um projeto piloto, financiado pelo PDA “Manejo florestal de uso múltiplo na comunidade de Porto Dias”. Beneficiando inicialmente dez famílias da Reserva.

 

O CTA assessorou a implementação do primeiro o projeto de Manejo Florestal de Sementes Nativas, na Amazônia. Contribuiu desta forma para a promoção do uso de novos produtos florestais e a mudança de visão quanto ao uso da floresta, reduzindo o avanço do desmatamento, em detrimento de preservar as árvores matrizes – fornecedoras de sementes.

 

Em 2000 com experiência de trabalho com manejo florestal comunitário de Porto Dias, o CTA apoiou mais uma comunidade extrativista a implementar o projeto financiado pelo BID “Uso sustentável das florestas tropicais do Estado do Acre”, com o objetivo de fortalecer a organização comunitária no PAE São Luiz e gerar modelos de produção sustentáveis e adaptados à realidade das comunidades extrativistas. Este é o primeiro projeto de manejo florestal de uso múltiplo da Amazônia certificado pelo FSC, conselho de manejo florestal reconhecido internacionalmente.

 

Com objetivo de consolidar a proposta de desenvolvimento sustentável da floresta, governo, sociedade civil, movimentos sociais e comunidades se integraram, formando uma rede de parceiros que trabalhando articulados estão desenvolvendo ações a partir de um plano de ação integrada, que visa atender as necessidades apresentadas pelas comunidades extrativistas.

 

Busca-se com este programa a construção participativa de sistemas de gestão de produtos florestais manejados e difusão da proposta de manejo florestal comunitário de uso múltiplo junto a comunidades extrativistas do Estado do Acre.

 

A estratégia é valorizar a “floresta de pé” para que através de seu uso adequado, ela seja capaz de gerar condições dignas de vida a população que nela habita e consiga ser uma alternativa econômica capaz de competir com usos de terra que prevêem a sua derrubada.

 

Orientado pela promoção de ações educativas junto às comunidades extrativistas visando o fortalecimento das organizações locais e estimular a adoção de práticas de manejo sustentável dos recursos naturais que gerem benefícios econômicos e sociais às comunidades da floresta, o CTA atua procurando fortalecer a gestão produtiva das comunidades que estão iniciando e/ou executando iniciativas de manejo florestal comunitário. Apoiando-se na troca de saberes entre comunidades e técnicos. Atualmente a instituição assessora cinco comunidades que trabalham com manejo florestal de uso múltiplo, com os produtos: óleo de copaíba, FDL, madeira, sementes florestais nativas e artesanatos.

 

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