INÍCIO

 

 

Grupo de Produtores Florestais Comunitário - GPFC

 

O Grupo de Produtores Florestais Comunitário - GPFC foi criado no ano de 2001 como núcleo estratégico dedicado ao Manejo Florestal Comunitário de Uso Múltiplo, reunindo as comunidades que operam com o manejo florestal comunitário no Estado. A instituição do Grupo se deu em torno de cinco objetivos básicos: 1) organização da pauta do manejo florestal comunitário de uso múltiplo; 2) realização de intercâmbios técnicos; 3) construção de estratégias de comercialização dos produtos madeireiros e não-madeireiros 4) mobilização das forças políticas para o desenvolvimento das comunidades e 5) representação política dos produtores que realizam o MFCUM.

 

Inicialmente constituído por lideranças comunitárias de onze (11) comunidades, localizadas nos municípios de Xapuri, Senador Guiomar, Capixaba e Acrelândia, o GPFC acumulou algumas experiências importantes desde sua instituição. Dentre elas, destacam-se:

  • Intercâmbios técnicos com vistas a montar um quadro de referências técnicas para o manejo florestal comunitário;

  • Realização de atividades de formação sócio-ambiental, tendo como público alvo as lideranças das comunidades participantes;

  • Construção de agendas comuns com organizações não governamentais e com o próprio governo buscando eliminar entraves à realização da safra dos produtos florestais;

  • Realização de algumas operações de comercialização dentro e fora do Estado do Acre;

  • Participação na constituição de uma cooperativa de comercialização de produtores florestais, denominada Cooperfloresta;

  • Participação na estruturação de uma política de preços e vendas que atendam as especificidades, o valor ambiental e social agregado do Manejo Florestal Comunitário, servindo atualmente como referência para o balizamento de preços de produtos das experiências de manejo florestal comunitário em outras regiões da Amazônia;

  • Comercialização de aproximadamente 3.800 m3 de madeira manejada em regime de pequena produção, o que representou uma circulação adicional em cinco (05) Seringais do Acre, na ordem de R$ 805.000,00, sendo o acréscimo médio de renda anual nas 44 famílias que efetivamente comercializaram seus produtos madeireiros certificados, de R$ 3800,00/família ¹

Discussões que culminaram com a isenção de 100 % do ICMS para produtos madeireiros certificados;

  • Participação na construção dos rumos da Política de Assistência Técnica e Extensão Florestal no Estado do Acre;

  • Participação nas discussões para a criação e estruturação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Florestal Sustentável;

  • Realização de estudos de mercado e plano de negócios;

  • Formação e capacitação de 66 produtores, produtoras e lideranças em práticas de manejo florestal comunitário de impacto reduzido e gerenciamento de associações comunitárias;

  • Estruturação de estratégias de enfrentamento das queimadas que assolam o Estado nos meses de agosto e setembro;

  • Contribuição para a estruturação de uma Cooperativa específica para viabilizar a prestação de serviços em atividades florestais no Estado pelos próprios produtores comunitários, a COOTAF - Cooperativa dos Trabalhadores em atividades Florestais das regiões do Baixo e Alto Acre – Cootaf.

Todo o trabalho do Grupo é assessorado por um conjunto de organizações, sob coordenação do Centro dos Trabalhadores da Amazônia (CTA). Deste conjunto, participaram: EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; SEATER - Secretaria Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural; SEF - Secretaria Estadual de Florestas; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, CNS-Conselho Nacional dos Seringueiros e WWF – Brasil - Fundo Mundial para a Natureza.

 

Coube, no entanto, papel especial ao CTA desde o início do GPFC. Este papel foi crescendo na medida em que o Grupo passou a assumir uma pauta essencialmente política, em torno das políticas cujos impactos fazem-se sentir nas áreas compreendidas pelas comunidades que participam do Grupo. A atuação do CTA se dá na articulação das demais entidades de apoio; na mobilização das comunidades; no suporte metodológico de estudos e planejamentos; na viabilização de recursos para a operação do Grupo; na construção das pautas de discussões; na seção da sua sede e estrutura para as atividades do GPFC e ainda na condução dos Encontros do Grupo.

 

O GPFC é atualmente composto por representantes de 10 (Dez) associações comunitárias, distribuídas em 01 reserva extrativista, a RESEX Chico Mendes, em 01 Projeto de Assentamento Dirigido, o PAD Peixoto e em 04 projetos de assentamentos agroextrativistas, PAE São Luis do Remanso, PAE Equador, PAE Chico Mendes e PAE Porto Dias.

São 02 representantes de cada comunidade/ associação, logo são 20 líderes compondo o Fórum GPFC.

 

Estão representadas no GPFC, atualmente, as seguintes associações:

  1. Associação Agroextrativista São José – PAE Porto Dias – Município de Acrelândia;

  2. Associação do Palhal – PAE Porto Dias – Município de Acrelândia;

  3. Associação dos Moradores Agroextrativistas do Remanso Capixaba, Acre – AMARCA – PAE São Luís do Remanso – Município de Capixaba;

  4. Associação de Produtores Rurais em Manejo Florestal e Agricultura – APRUMA – PAD Peixoto – Município de Senador Guiomard;

  5. Associação dos Moradores e Produtores do Projeto Assentamento Agroextrativistas Chico Mendes – AMPPAECM – PAE Chico Mendes – Município de Xapuri;

  6. Associação dos Produtores Agroextrativistas do Seringal Floresta e Adjacências – ASPAFA – Reserva Extrativista Chico Mendes – Município de Xapuri;

  7. Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri – AMOPREX – Município de Xapuri;

  8. Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento– Município de Xapuri;

  9. Associação Agroextrativista Nova Vida – PAE São Luís do Remanso – Município de Capixaba;

  10. Associação Agroextrativista Boa Fé – PAE São Luís do Remanso – Município de Capixaba.

Em termos de população, a diretamente envolvida nas ações do GPFC gira em torno de 150 famílias, algo como 600 pessoas. Indiretamente, chega a 727 o número de famílias (representando uma população de mais de 3500 habitantes) vivendo no raio de atuação do GPFC.

 

 

1 Esta renda deve ser considerada para apenas 34 dias de trabalho durante o ano.

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