![]() |
|||||||
![]() |
|||||||
|
|||||||
|
Mulher extrativista: quebrando paradigmas, construindo o futuro
Maria da Graça
Nas comunidades extrativistas do Acre e em boa parte do meio rural de todo o Brasil observa-se uma submissão histórica e cultural da mulher, diante da sociedade.
Muitas famílias que moram na floresta têm a figura da mulher muito alheia aos processos de desenvolvimento da comunidade. A figura masculina ainda se sobressai e domina as decisões na família e conseqüentemente na comunidade, visto que a cultura local ainda ver na mulher o ser indefeso e incapaz de galgar espaços sociais. Isso implica no pouco envolvimento das mulheres residentes nessas comunidades em atividades produtivas coletivas ou participando dos espaços de discussão e tomada de decisão na comunidade, visto que para essa prática é necessário momentos “extra-casa”, o que ainda é um desafio moral pra muitas famílias.
Apesar das mulheres terem um papel importante na unidade familiar agroextrativista, como esposas e mães, responsáveis pela saúde, bem estar de toda família e em algumas localidades sendo responsáveis por 80 % da produção de alimentos da família, elas ainda participam pouco da tomada de decisão. Em muitas iniciativas de desenvolvimento local elas não são consultadas sobre suas necessidades, sobre os objetivos e sobre a visão de desenvolvimento.
Nos últimos anos CTA vem assumindo o compromisso de tratar as relações de gênero e o empoderamento das mulheres em todos os seus trabalhos de desenvolvimento e assistência técnica. O trabalho a partir do viés produtivo e econômico tem possibilitado a reflexão entre homens e mulheres e o estabelecimento de novas relações sociais, com a valorização do trabalho e opinião das mulheres.
Em todo este trabalho de base organizativa e de fomento, uma idéia que se formou e tomou corpo ao longo do tempo foi a pratica de produção artesanal por parte deste grupo, idéia essa que, apoiada pelo CTA, passou a tomar corpo e produzir resultados, ainda que discretos. Estes resultados foram de significativa importância para estes grupos, seja de cunho econômico (pois propiciou renda, ainda que pequena), seja de cunho social (com uma aproximação da mulher nas discussões e decisões locais quanto a produção e gestão). Em algumas comunidades grupos de artesãs foram formadas, iniciativa esta das próprias comunidades que viram este caminho como forma de desenvolverem melhor suas atividades.
Por estes motivos assumimos o desafio de inserir a formação de gênero no nosso contexto para propor e influenciar em políticas que levem à busca da igualdade de gênero, tanto em nossos programas, como influenciando as políticas públicas do Estado, buscando por igualdade de gênero e pelo direito das mulheres e homens.
|
|
||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|||||||
|
|
|||||||
![]() |
|||||||
|
|
|||||||
|
RECEBA NOSSO BOLETIM ELETRÔNICO EM SEU E-MAIL |
|||||||
|
|
|||||||
|
Institucional l Ações l Parcerias l Áreas comunitárias l Documentos l Galeria l Eventos l Notícias l Vídeos l Contatos |
|||||||
|
|||||||